Caindo no conformismo

Dia desses andei pensando um pouco e percebi que, de uns tempos pra cá, alguns comportamentos meus têm mudado bastante. Por exemplo: quem me conhece do ano passado pra trás, pode confirmar que eu era uma pessoa um pouco (bastante) impulsiva e bem melancólica. Não que eu não seja mais, contudo, eu tenho me comportado de maneira mais “equilibrada”, se esse for o termo melhor, nesses últimos tempos, e isso foi mudando de maneira tão natural que eu nem percebi. Algo que percebi está nas musicas que ouço: eu que ouvia muito metal e blues (pra não dizer quase que somente) me pego agora com bastante Bossa Nova e Jazz. E isso porque que não tinha a menor paciência pra tais estilos. Porém, posso até explicar essa mudança. Desde a primeira vez que peguei o violão, eu sempre tive uma formação musical voltada para o erudito, não que isso influencie o gosto pelo metal, porém, no final do ano passado, troquei de professor e, a partir daí, começei a tocar chôro e é isso o que faço até hoje. Posso dizer que o chôro me deu “mais paciência” e puxou pra bosa, que puxou pro Jazz…

Enfim, nada disso que eu disse até agora é o que eu quero realmente dizer.

O que mais me chamou a atenção nessas mudanças foi o fato de, hoje, eu ter uma visão do mundo muito mais crítica que a que eu tinha antes. Isso é bom! Porém, percebo que hoje eu sou uma pessoa muito mais passiva. Muito mais naquela coisa do “deixa quieto”, “Eu sei que tá ruim, mas, fazer o quê?”. E isso é o que não é bom. De que me adianta ser mais crítica se, ao mesmo tempo, sou mais conformada. Só o fato de eu estar escrevendo isso em vez de procurar uma mudança já é um belo exemplo.

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