Sorte de Hoje:

Abril 15, 2009

A Casa dos [meus] Sonhos

Março 2, 2009

Recebi essa figura ontem à noite de uma amiga, pelo orkut. Essa casa foi quase feita pra mim: o piano e o cello combinados, faltando apenas o violão. :D

Mostrei a um amigo, Guilherme (que exigiu os créditos), e poderia dizer que, tão criativo quanto a casa foi o seu comentário:

“O interessante é que q cada cômodo tem uma função: um pra [dó]r[mi]r, um pra [ré]pouso, um pra receber a [fá]mília, um pra tomar [sol], uma [lá]vanderia e claro, um salão de jogos com [si]nuca!”.

rsrsrsrs Enfim, se algum arquiteto se apaixonar por mim, já sabe como me conquistar.. xD


“Pausa para [mais] alguns comentários”

Fevereiro 22, 2009

Só gostaria de dizer o quanto estou feliz pela discurssão abaixo ter acabado (pelo menos a principal.. podem vir outras…). Não pela discurssão em si, mas por que muitas pessoas levam esse tipo de coisa meio que para o lado pessoal, e por causa disso, acabam misturando sua crença com os relacionamentos e se afastam de nós, ou passam a perseguir-nos por termos uma visão diferente e eu temo que as pessoas com as quais discuti sejam exemplos do que falei acima. Eu realmente não gostaria que isso acontecesse, por que são pessoas que, apesar do pouco tempo de convívio, eu gosto demais e por quem tenho uma enorme consideração. Afinal, é a mesma coisa de um deles abaixo ter rosa como cor preferida enquanto que eu odeio tal cor. Isso pode parecer irônico, mas não é.

Enfim,

É isso.


Parabéns a Darwin?

Fevereiro 12, 2009

“O ano é de Darwin e não tem pra ninguém
Neste ano, veremos uma série de eventos celebrando a pessoa e a obra do naturalista inglês Charles Darwin. Especialmente nos dias 12 de fevereiro (aniversário de 200 anos do nascimento dele) e 24 de novembro (150 anos da publicação de A Origem das Espécies). Como diz um amigo meu, “Darwin acertou no varejo, mas errou no atacado”. Ou seja, a explicação dele para a variação entre os seres vivos de um grupo (seleção natural) é realmente uma boa idéia. Mas extrapolá-la para bilhões de anos no passado e afirmar que todos os seres vivos descendem de um ancestral comum ainda desconhecido, isso, sim, é ficção das boas.

Darwin merece ser lembrado por suas pesquisas e pelo que escreveu. Mas será que exaltá-lo à posição de um dos maiores cientistas de todos os tempos, descobridor do maior “insight” já tido pela humanidade, não é exagero? Não se torna quase um culto à personalidade?

A cerimônia oficial de Abertura do Ano Internacional da Astronomia 2009 será às 18 horas de amanhã, no Planetário do Rio de Janeiro. De 19 a 28 de janeiro, outras 50 cidades brasileiras realizarão também seus eventos de abertura. Mas, conforme lembra o jornalista Maurício Tuffani, em seu blog Laudas Críticas, “não foi apenas a astronomia que ‘nasceu’ há exatos quatro séculos, com a observação do céu por Galileu Galilei (1564-1642) ao telescópio. Foi também o nascimento da ciência moderna. A comemoração se deve às primeiras observações astronômicas de Galileu em 1609 com um instrumento aperfeiçoado por ele. Com essa modificação de um dispositivo óptico que aproximava a observação de objetos, construído no ano anterior por holandeses, nasceu o telescópio, que teve esse nome a partir de 1611. Seu uso permitiu refutar a concepção geocêntrica do mundo e a da imutabilidade e perfeição dos corpos celestes, que eram formados por éter, segundo Aristóteles (384-322 a.C.), em Sobre o Mundo e Sobre o Céu, e Cláudio Ptolomeu (87-151 d.C.), no Almagesto e no Tetrabiblos”.

Foi com Galileu, e não com Darwin, que o próprio método científico experimental nasceu. Esta, sim, uma das maiores invenções da humanidade: a ciência empírica que acabou levando o conhecimento do mundo a dar seus incríveis saltos com outros grandes cientistas como Newton, Pasteur e Pascal (só para lembrar, todos cristãos). Galileu também ajudou a mudar radicalmente a visão do mundo e do Universo mantida até então como dogma pela Igreja Católica (e não pela Bíblia, como alguns confundem).

Mas este é o ano da Astronomia e não de Galileu, o inventor do método científico…

Por que não se homenageiam na mesma proporção cientistas como Albert Einstein, o casal Curie, Copérnico, o próprio Galileu e o grande Isaac Newton?

Me parece que os proponentes do naturalismo filsosófico estão usando Darwin para promover sua ideologia da negação do sobrenatural. Deve ser isso.[MB]“

Post retirado do blog Criacionista.

Enfim, por que somente Darwin tem um ano em sua homenagem? A impressão que tenho é de que os evolucionistas estão apelando para a mídia, para o marketing de sua teoria, para que esta caia “na boca do povo” e obtenha o apoio popular, uma vez que o apoio dos cientistas está cada vez mais sendo perdido para o Design Inteligente, que se estruturou e vem ganhando força dentro do meio científico e prevê que o universo foi criado por um ser dotado de inteligência que “desenhou” e planejou todas as coisas, ao contrário do evolucionismo, que afirma que todos os seres vivos evoluíram ao acaso. No século XIX a teoria evolucionista não era somente aceitável, como também tinha sua porção lógica, porém hoje, com as inúmeras descobertas recentes que contrariam e impossibilitam a teoria, o evlucionismo está quase se tornando uma teoria filosófica, eu diria, porque científica realmente não dá mais pra ser. E os próprios cientistas estão percebendo isso – e se manifestando. Uma das últimas edições de “New Scientist” uma revista científica renomadíssima em todo o mundo veio como matéria de capa: “Darwin was wrong” (Darwin estava errado). Cientistas de todo o mundo estão se unindo em um abaixo-assinado em que eles se declaram céticos à teoria da evolução das espécies. Evolucionistas estão perdendo o apoio dos cientistas e, para ver se conseguem sobreviver, estão buscando o apoio popular, omitindo do povo suas falhas e criando uma imagem ilusória e fechada. Engraçado, não é isso o que a Igreja Católica da Idade Média (que eles tanto criticam) fazia? E depois dizem que os criacionistas é que pararam no tempo…


2008

Janeiro 3, 2009

Enfim, ele acabou….


Caindo no conformismo

Dezembro 12, 2008

Dia desses andei pensando um pouco e percebi que, de uns tempos pra cá, alguns comportamentos meus têm mudado bastante. Por exemplo: quem me conhece do ano passado pra trás, pode confirmar que eu era uma pessoa um pouco (bastante) impulsiva e bem melancólica. Não que eu não seja mais, contudo, eu tenho me comportado de maneira mais “equilibrada”, se esse for o termo melhor, nesses últimos tempos, e isso foi mudando de maneira tão natural que eu nem percebi. Algo que percebi está nas musicas que ouço: eu que ouvia muito metal e blues (pra não dizer quase que somente) me pego agora com bastante Bossa Nova e Jazz. E isso porque que não tinha a menor paciência pra tais estilos. Porém, posso até explicar essa mudança. Desde a primeira vez que peguei o violão, eu sempre tive uma formação musical voltada para o erudito, não que isso influencie o gosto pelo metal, porém, no final do ano passado, troquei de professor e, a partir daí, começei a tocar chôro e é isso o que faço até hoje. Posso dizer que o chôro me deu “mais paciência” e puxou pra bosa, que puxou pro Jazz…

Enfim, nada disso que eu disse até agora é o que eu quero realmente dizer.

O que mais me chamou a atenção nessas mudanças foi o fato de, hoje, eu ter uma visão do mundo muito mais crítica que a que eu tinha antes. Isso é bom! Porém, percebo que hoje eu sou uma pessoa muito mais passiva. Muito mais naquela coisa do “deixa quieto”, “Eu sei que tá ruim, mas, fazer o quê?”. E isso é o que não é bom. De que me adianta ser mais crítica se, ao mesmo tempo, sou mais conformada. Só o fato de eu estar escrevendo isso em vez de procurar uma mudança já é um belo exemplo.


Silêncio

Outubro 17, 2008

José Luis peixoto

José Luis peixoto

Arte poética

o poema não tem mais que o som do seu sentido,
a letra p não é a primeira letra da palavra poema,
o poema é esculpido de sentidos e essa é a sua forma,
poema não se lê poema, lê-se pão ou flor, lê-se erva
fresca e os teus lábios, lê-se sorriso estendido em mil
árvores ou céu de punhais, ameaça, lê-se medo e procura
de cegos, lê-se mão de criança ou tu, mãe, que dormes
e me fizeste nascer de ti para ser palavras que não
se escrevem, lê-se país e mar e céu esquecido e
memória, lê-se silêncio, sim, tantas vezes, poema lê-se silêncio,
lugar que não se diz e que significa, silêncio do teu
olhar de doce menina, silêncio ao domingo entre as conversas,
silêncio depois de um beijo ou de uma flor desmedida, silêncio
de ti, pai, que morreste em tudo para só existires nesse poema
calado, quem o pode negar?, que escreves sempre e sempre, em
segredo, dentro de mim e dentro de todos os que te sofrem.
o poema não é esta caneta de tinta preta, não é esta voz,
a letra p não é a primeira letra da palavra poema,
o poema é quando eu podia dormir até tarde nas férias
do verão e o sol entrava pela janela, o poema é onde eu
fui feliz e onde eu morri tanto, o poema é quando eu não
conhecia a palavra poema, quando eu não conhecia a
letra p e comia torradas feitas no lume da cozinha do
quintal, o poema é aqui, quando levanto o olhar do papel
e deixo as minhas mãos tocarem-te, quando sei, sem rimas
e sem metáforas, que te amo, o poema será quando as crianças
e os pássaros se rebelarem e, até lá, irá sendo sempre e tudo.
o poema sabe, o poema conhece-se e, a si próprio, nunca se chama
poema, a si próprio, nunca se escreve com p, o poema dentro de
si é perfume e é fumo, é um menino que corre num pomar para
abraçar o seu pai, é a exaustão e a liberdade sentida, é tudo
o que quero aprender se o que quero aprender é tudo,
é o teu olhar e o que imagino dele, é solidão e arrependimento,
não são bibliotecas a arder de versos contados porque isso são
bibliotecas a arder de versos contados e não é o poema, não é a
raiz de uma palavra que julgamos conhecer porque só podemos
conhecer o que possuímos e não possuímos nada, não é um
torrão de terra a cantar hinos e a estender muralhas entre
os versos e o mundo, o poema não é a palavra poema
porque a palavra poema é uma palavra, o poema é a
carne salgada por dentro, é um olhar perdido na noite sobre
os telhados na hora em que todos dormem, é a última
lembrança de um afogado, é um pesadelo, uma angústia, esperança.
o poema não tem estrofes, tem corpo, o poema não tem versos,
tem sangue, o poema não se escreve com letras, escreve-se
com grãos de areia e beijos, pétalas e momentos, gritos e
incertezas, a letra p não é a primeira letra da palavra poema,
a palavra poema existe para não ser escrita como eu existo
para não ser escrito, para não ser entendido, nem sequer por
mim próprio, ainda que o meu sentido esteja em todos os lugares
onde sou, o poema sou eu, as minhas mãos nos teus cabelos,
o poema é o meu rosto, que não vejo, e que existe porque me
olhas, o poema é o teu rosto, eu, eu não sei escrever a
palavra poema, eu, eu só sei escrever o seu sentido.

José Luís Peixoto, em A Criança em Ruínas


Fazer música? Não. Ser música.

Julho 24, 2008

Ultimamente, andei assistindo a muitos filmes sobre músicos. E isso sem falar dos vídeos do Youtube! E isso não está me fazendo bem. Tá me deixando deprimida, pois a cada filme eu percebo o quão relaxada eu sou com a música e que, desse jeito, eu não vou me tornar uma boa musicista nunca! Domingo último, assisti “O som do Coração” que, pode-se dizer que possui 99,9% de seus personagens composto por músicos. Um filme lindo, recomendo-o, não precisa ser músico para gostar. Enfim, o garoto, o protagonista, é uma verdadeira lição de percepção musical, dedicação e amor à música. Uma parte que me tocou é quando a ele é perguntado se gostava de música, e o garoto responde “mais do que de comida”. Antes de ontem, na segunda, vi “Amadeus”, filme que conta a história de W.A. Mozart. Se eu já o admirava, agora o faço mais ainda. Percebi que música não é só algo que se ouve ou toca, mas, sim, um estilo, uma filosofia de vida. A música está na forma como se vê e percebe o mundo, como se relaciona com as pessoas, com as coisas, com as situações. Ser músico não é apenas uma escolha de carreira, é mais do que isso: uma opção de vida.

Disse que não iria falar dos vídeos do youtube, mas eu não aguento uma menina japonesa de uns cinco anos tocando divinamente um órgão! E um garoto japonês, (ô praga!!!) de uns dez anos, humilhando, em técnica, qualquer músico violonista, em um violão de tamanho GRANDE, (é, isso mesmo, aqueles que adultos usam). Comentei sobre esse último com meu professor de canto e ele disse “é a disciplina”.

Ontem, a minha aula de violão foi praticamente toda dedicada pelo meu professor a me dar um sermão a respeito de ouvir, sentir aquilo que toco. “Essa música tá ótima. Você só precisa ouvir aquilo que toca. (…) *Jazz, você toca tudo muito bem, só lhe falta ter um bom ouvido, e isso não é dom, você aprende…”. Refleti a respeito e vi que não me adianta ter toda a técnica do mundo se eu não consigo perceber, sentir aquilo que faço. Música não é apenas uma sequência de notas e pausas, música é linguagem. É vida.

Enfim, percebi que ou eu vivo a música ou eu desisto dela. Me esforçarei ao máximo na primeira opção, afinal, “-Você gosta de música? -Mais do que comida.” (trecho de O som do Coração).

 

*Jazz: apelido que meu professor pôs em mim pela semelhança de fonemas entre o nome do ritmo e “Jeci” em inglês. Claro que, também,  – e principalmente e intecionalmente- pelo fato de ser música!


Sorte de hoje

Maio 14, 2008

Sorte de hoje: Você é uma pessoa culta.

Hhhmmm

é nessas horas que eu me pergunto se não deveria acreditar na sorte do orkut…rs


Café com Blues – Tipo Exportação

Abril 15, 2008

Não é segredo que eu costumo criticar bastante a Bahia e como ela se auto desvaloriza, em especial na música. Mas ontem eu realmente senti orgulho do lugar onde moro. Recomendo a qualquer um o cd Tipo Exportação, de Café com Blues; uma banda de Blues daqui de Conquista.

Eu nunca ouvi músicas tão “sertão” como essas, mas eles souberam fazer um som maravilhoso. Adorei os solos de guitarra catingueiros, o que também não é segredo que guitarra é o meu ponto fraco em música, e em Blues então…Eu me impressionei, e gostei muito.